Atualmente, a sobrevida de indivíduos portadores de HIV/AIDS (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida) tende a ser cada vez maior, devido aos avanços da terapia anti-retroviral. No entanto, inúmeras alterações do metabolismo e do estado nutricional podem afetar a qualidade de vida destes pacientes.

A ingestão continuada de fortes drogas, os chamados “coquetéis”, os quais são necessários para manter a corrente sanguínea isenta do vírus ou diminuir a carga viral, bem como manter o estado imunológico do paciente satisfatório, causam várias reações adversas, ou efeitos colaterais como: vômitos, diarréia, febre, sonolência, cansaço, entre outros, porém o paciente não pode deixar de cumprir esta terapia medicamentosa sob pena de ter seu estado agravado devido à forte resistência deste tipo de vírus.
Além das reações adversas os pacientes portadores do vírus HIV sofrem várias alterações orgânicas, como: perda acelerada e peso, perda de massa muscular, aumento de ácido úrico, aumento do colesterol total e do LDL-colesterol, aumento de gordura localizada(lipodistrofia) entre outras alterações.

É importante monitorar constantemente os exames bioquímicos do sangue: hemograma, linfócitos T, CD4, carga viral, triglicerídeos, colesterol, enzimas hepáticas....avaliando peso adequado e a ingestão alimentar para manter o bom estado nutricional.
O objetivo de boa nutrição é aumentar a imunidade para tornar cada vez mais raras as infecções oportunistas: pneumonias, diarréia, tuberculose...permitindo ao paciente manter-se bem, com ritmo normal de vida.

Dietoterapia

A necessidade energética deve ser aumentada, devido à injúria da própria infecção.
A ingestão adequada de carboidratos é imprescindível em função de “poupar” a proteína (ingerida e a massa muscular já existente).

O consumo de ômega (w3) é adequado em função do estado pró-inflamatório que o indivíduo possa se encontrar.

A suplementação vitamínico/mineral é importante, cuidando para que não exceda, em função de possível toxicidade, pois alguns micronutrientes podem prejudicar a resposta imunológica.
Estudos sugerem o aumento da ingestão de retinol, betacaroteno, tocoferol, ácido ascórbico, cinocobalamina...entre outros, os quais são imunomoduladores e por isso, em caso de deficiência, influenciam na suscetibilidade e manifestação de um grande número de infecções e doenças que estão associados ao aumento do estresse oxidativo e a fraqueza do sistema de defesa antioxidante, causadas pela própria infecção.

Liquidos (alguns chás, água) também devem ser aumentados, pois são importantes para compensar a perda com vômitos e diarréia.

Outro ponto importante é a segurança alimentar já que estes indivíduos apresentam seu sistema imune debilitado.

Como qualquer praticante de atividade física regular, o indivíduo portador do vírus HIV deve estar atendo ao que ingere, a fim de melhorar sua saúde e bem estar. Ótimo Treinos.
Simone da Luz Silveira