Este curso leva a redução da capacidade de adaptação do indivíduo ao meio, afetando sua integridade e permitindo o surgimento das doenças crônicas, e como desfecho, impacto negativo sobre a qualidade de vida.

Quais ferramentas nutricionais podemos utilizar para amenizar este processo natural?

Resumirei em 2 principais dicas sobre alimentação e envelhecer com qualidade.
Se focares em ambas, em dois meses verificarás a diferença positiva em seu dia a dia!

1. Antioxidantes: substâncias que apresentam a capacidade de neutralizar a ação de moléculas altamente reativas, protegendo o organismo e preservando as suas funções normais. Além de nossas barreiras naturais, determinados alimentos atuam como antioxidantes: vegetais, legumes, frutas, peixes (sardinha, Saint Peter...). Uma forma de prevenir os agravos acometidos através do stress oxidativo é consumir menos “calorias vazias” (açúcar branco, álcool, farináceos refinados...) e aumentar a ingestão de alimentos naturais, ricos em antioxidantes e outros nutrientes protetores.

Como exemplo, vitamina E (amêndoas, avelã, couve, mamão...), é a altamente eficiente para neutralizar os radicais livres que atacam os lipídeos encontrados nas membranas celulares, também conhecidos como ácidos graxos essenciais. Desta forma, é importante o consumo de um bom ômega 3, aliado a vitamina E e C. Esta última dá estabilização a vitamina E, para que a mesma possa de forma eficaz, proteger nossas membranas celulares.

Além da vitamina E, temos também outros exemplos como: betacaroteno, luteína, coenzima Q 10, pycnogenol, resveratrol ...
Muitas vezes a população de maior idade, faz uso de diversas medicações e isto acaba fazendo com que o tecido hepático sofra. As vitaminas C e E, somadas ao mineral selênio e alguns aminoácidos e/ou chás, podem ser sugeridos a fim de ameninar a ação tóxica dos radicais livres gerados por alguns fármacos.

2. Diminua o consumo de alimentos em quantidade e aumente em qualidade.

Reduza o consumo dos “produtos de prateleira” - farináceos/açucares/gorduras nocivas (bolachinhas, bolinhos, pasteizinhos assados/fritos...) e aumente o consumo de comida! Arroz, feijão, lentilha, moranga, frutas....dê lugar a mais comida e menos lanches prontos.

Equilibre o consumo das carnes, exemplo: 2x por semana carne vermelha, 2 peito de frango, 2 a 3 peixes. O equilíbrio é sempre a melhor escolha. Não exclua algo do seu cardápio – se isto lhe dá prazer. Se tal alimento é nocivo, diminua a periodicidade do consumo. Muitas vezes a simples redução, sem necessitar exclusão, já lhe dá um bom resultado.

O processo de envelhecimento é inevitável, no entanto, as comorbidades comumente associadas a ele - o são.
Resta, portanto, a adoção de um estilo de vida que nos dê subsídios para torná-lo mais lento, sadio e digno!

Atividade física, bem estar social, alimentação e sono de qualidade!
Esforce-se. Permita-se!

LONGEVIDADE - Parte 2