Há diferentes teorias para explicar o processo de desgaste físico e cognitivo, mas a mais aceita tem sido a Teoria Dos Radicais Livres. Contudo, não apenas ela, já que discursamos sobre relevante passagem.

Além do declínio funcional e cognitivo, o envelhecimento é caracterizado por alterações na expressão gênica e maior estresse oxidativo, que causa mutações e encurtamento dos telômeros.

Além do encurtamento telomérico, os radicais livres danificam o DNA, sendo que o envelhecimento caracteriza-se por aumento do acúmulo de danos genéticos e redução dos reparos genômicos.

A elevada produção dos RLs (radicais livres) e sua grande capacidade reativa ocasionariam não somente reações com os componentes nucleares e citoplasmáticos das células (principalmente DNA e RNA) com diminuição de suas funções, como também, reações com proteínas, lipídios, enzimas, colágenos e hormônios induzindo modificações orgânicas que justificariam o envelhecimento.

Quando o organismo atinge a sua maturação fisiológica a taxa de modificações metabólicas, ou degenerativas, é maior que a taxa de regeneração celular anabólica. Sobretudo durante o envelhecimento há certas funções fisiológicas que se alteram: níveis glicêmicos, volume sanguíneo, pH dos líquidos corporais, pressão osmótica e sistema hematopoiético.

Percebemos isto nas mais variadas ordens, porém, mais nitidamente na composição corporal, redução do apetite e diminuição da sensibilidade do centro da sede e dos seus osmorreceptores.

E como a nutrição e os nutracêuticos podem nos auxiliar a fim de que tenhamos melhor qualidade neste processo natural?

Conhecendo as teorias e trabalhando com as mesmas, por exemplo:
1. Como reduzir a ingestão/formação dos AGES (produtos de glicação avançada – advindos da reação de Mailard)?
2. Como melhorar a cognição?
3. Restrição calórica e relação Sir2/SIRT1. Quais seus benefícios?
4. Biogênese mitocondrial: o que tem sido discutido?

LONGEVIDADE - Parte 1